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CIO estratégico

CIO estratégico: o papel do coaching para alavancar a carreira

Desenvolvimento de habilidades interpessoais e visão estratégica são alguns dos benefícios; transformação digital exige novo posicionamento dos profissionais de TI

Há algum tempo ouvimos falar sobre a importância de uma nova abordagem do CIO, na qual a capacidade de gerir pessoas, trabalhar em equipe e ter visão estratégica são tão importantes quanto a habilidade técnica. Mas como sair de um perfil operacional para um gerencial? Uma opção é buscar auxílio do coaching, método que identifica gaps de habilidade, melhora a performance e ajuda na definição de metas.

“O processo contribui para o desenvolvimento de competências e mudança de comportamentos e hábitos”, explica Marcia Oliveira, consultora de carreira sênior da Produtive. Em palavras simples, o trabalho pode levar a pessoa do ponto A ao ponto B: do perfil puramente técnico, para um com capacidade de liderar e delegar, por exemplo.

O coaching, que dura de seis a 12 encontros, une reflexões e atividades práticas. A primeira etapa, de cerca de quatro sessões, é dedicada à identificação dos problemas. Aqui são coletadas informações como formação, cargo atual, personalidade, qualidades e habilidades a adquirir. Em alguns casos, é realizado um assessment para avaliar o perfil do profissional, suas competências e fraquezas e, assim, eleger os pontos que precisam ser desenvolvidos. “O CIO precisa se conhecer e definir muito bem qual meta deve ser alcançada. Por exemplo: relacionar-se mais socialmente, posicionar-se durante as reuniões ou montar um time de inovação”, ressalta Marcia.

As próximas sessões são de exercícios e de acompanhamento da execução do plano de ação. O coach sugere ao profissional colocar em prática, no dia a dia de trabalho, algumas atividades definidas no encontro. Suponhamos que o desafio seja melhorar a delegação de tarefas. Durante a conversa, o coachee, como é chamado o profissional que passa por esse processo, fala sobre suas dificuldades, como por exemplo o receio de perder o controle, a desorganização e a falta de priorização das atividades. A sessão termina com a proposta de o executivo tentar colocar em prática o que foi tratado no encontro. Na próxima sessão, pode-se expor como foi o exercício. Por fim, há uma avaliação dos resultados.

Porém, o coaching é apenas um auxílio. “O papel de quem recebe é o mais importante. Não adianta o CIO passar pelo treinamento e, depois de um tempo, continuar com as mesmas ações de antes”, ressalta Marcia. Segundo ela, para evitar que isso aconteça, é essencial que o profissional busque sempre feedbacks da equipe e procure definir marcos diários. “Ser convidado para uma reunião estratégica, trabalhar mais em equipe ou, até mesmo, ter visibilidade no linkedIn, contribuindo com conteúdos de inovação e negócios, são metas do dia a dia que incentivam a melhorar sempre”.

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