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Big data possibilita criação de serviços personalizados

Analisar o perfil da empresa e estabelecer os objetivos do projeto são os primeiros passos para adoção; mercado deve atingir US$ 7,41 bilhões até 2022

À medida que o volume de dados produzido pelas empresas aumenta, mais importante se torna o uso de big data, mercado que deve atingir US$ 7,41 bilhões só na América Latina, segundo a consultoria Frost & Sullivan. Isso porque, a tecnologia traz uma nova maneira de armazenar, ler e gerar insights a partir de informações que, anteriormente, eram praticamente inacessíveis. “Com o uso da tecnologia as empresas podem aumentar a receita ou diminuir as despesas”, explica Andre Miceli, coordenador do MBA em marketing digital da Fundação Getulio Vargas (FGV). O uso de big data para melhorar a performance de um e-commerce, por exemplo, significa aumentar a receita; já a utilização para automatizar um processo feito por muitas pessoas, auxilia na diminuição de despesas.

Entre os setores mais beneficiados estão financeiro, varejo e seguros. Nos bancos, a tecnologia pode ser usada, por exemplo, na análise de riscos para a definição de taxas de empréstimos. “Com um banco de dados bem estruturado, a instituição consegue analisar as despesas do cliente, quanto ele costuma gastar e quanto poderia pagar em um empréstimo”, explica Miceli. Já no varejo e em seguros, auxilia na identificação do perfil do consumidor e na criação de ofertas personalizadas de produtos e serviços, pois com a análise dos dados armazenados fica mais fácil conhecer o público-alvo, suas características e preferências.

Como adotar?

O primeiro passo para adotar o big data é a realização de um business case, ou seja, uma estruturação do projeto, que inclui as metas, os objetivos e como a tecnologia pode ajudar o negócio. Para isso, é importante responder algumas perguntas: Qual é o objetivo do projeto? Quais são os obstáculos? Quem serão os profissionais envolvidos? Como outras empresas usam a ferramenta?

Ao ter o business case definido, é preciso avaliar a maturidade da empresa, se é preciso mudar algo na estrutura, qual o nível de conhecimento dos profissionais envolvidos e como adaptá-los à nova cultura “Se a equipe não entender nada da tecnologia, não adianta esperar relatórios e insights inovadores”, ressalta Miceli.

Depois disso, é hora de “organizar a casa”. Os dados da companhia, muitas vezes, estão distribuídos em vários lugares. Por isso, é preciso selecionar essas informações e gerar uma base única. A partir dela, é importante escolher o software mais indicado para o negócio. Segundo Miceli, a escolha depende muito do perfil da empresa e da complexidade do banco de dados. “O programa precisa ser capaz de encontrar correlações entre as informações, fazer análises preditivas e identificar tendências”.

Mas, nada disso adianta, se a organização não se atentar à segurança das informações. Para isso, é necessário manter uma equipe de suporte ao sistema, assim como as atualizações e backups em dia, e o controle de acessos. “Quanto mais isolado o banco de dados estiver, menores são as portas de entrada para os cibercriminosos ”, conclui Miceli.

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Imagem: depositphotos

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