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Blockchain

Blockchain além do mercado financeiro

Tecnologia tem potencial para simplificar e acelerar os processos de negócios e pode ser usada em diversas áreas; apostar em experimentações internas auxilia a descobrir seu melhor uso

O blockchain já mobilizou mais de 2,5 mil pedidos de patentes e cerca de US$ 1,4 bilhão em investimentos, segundo o Fórum Econômico Mundial. Criada em 2008, a tecnologia de distribuição eletrônica utiliza algoritmos de software para gravar e confirmar transações com confiabilidade e anonimato. No mercado financeiro, sua utilidade já é clara e faz parte dos planos de investimentos de algumas instituições. Porém, sua aplicabilidade está além dos bancos, como explica o consultor Cezar Taurion, sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. “O interesse [no uso por outros setores] existe, mas pelo desconhecimento e desinformação, ainda há receio de alguns executivos de TI de irem mais fundo na tecnologia”, afirma.

Para entender o potencial da ferramenta, é preciso compreender seus conceitos, filosofia e princípios. O blockchain fornece uma nova maneira de estabelecer confiança entre transações no mundo digital, uma vez que assegura que a informação gravada não pode ser modificada. De acordo com Taurion, a tecnologia pode ajudar diversas áreas, pois não se trata apenas do registro seguro de dados financeiros, mas, sim, de qualquer informação relevante, como um contrato, uma propriedade de imóvel, um registro acadêmico ou um serviço intelectual. “Além de aumentar a segurança dos dados, evita a redundância, já que eles estão em um mesmo lugar, e as fraudes, pois uma vez registrados, não há a possibilidade de apagá-los”, diz Taurion. O uso vai depender de cada empresa. Para isso, ele recomenda aos CIOs dois questionamentos: “Blockchain é apenas uma tecnologia que permite melhorar a segurança de processos?” e “Quais problemas pode resolver?”

Casos de sucesso

A resposta vai depender da visão da companhia e de sua liderança, do setor de negócios no qual atua e da atitude em relação a riscos. Independentemente disso, o consultor destaca dois caminhos para uma estratégia de implementação de blockchain: apostar em experimentações internas, com um “blockchain lab”, mais focado em mudanças incrementais, ou criar e acelerar startups, que possuem ênfase na disrupção do próprio negócio.

Fora do país, pode-se ver algumas possibilidades:

  • A RWE, empresa de energia alemã, está testando a ferramenta para a recarga de veículos elétricos.  Trata-se de uma plataforma em que os consumidores podem fazer transações com energia verde sem depender das fornecedoras convencionais de eletricidade. Isso pode gerar economia, já que as máquinas realizam transações entre elas. Além disso, o registro de todos os dados é armazenado e formatado automaticamente em uma lista segura disponível online;
  • O governo da Ucrânia usa o blockchain como forma de reduzir ou eliminar a corrupção em suas transações. A ideia é acabar com manipulações nas bases de dados e permitir a participação do setor privado na manutenção dessas informações. Isso pode ajudar a diminuir gastos na compra de servidores que, atualmente, representam milhões, e acelerar o processo de obtenção de documentos. A perspectiva é que, em cinco anos, todos os dados estejam registrados.

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