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Inteligência Artificial

Como a Inteligência Artificial revoluciona o setor jurídico

Gestão de contencioso de massa é uma das grandes áreas beneficiadas; 114 mil empregos poderão ser substituídos por máquinas nos próximos 20 anos

Imensa quantidade de processos, arquivos internos, documentação de clientes e outros tipos de dados são gerados diariamente por escritórios de advocacia. Diante disso, ferramentas de Inteligência Artificial organizam e hierarquizam essas informações, alterando profundamente as rotinas dos profissionais. Uma análise realizada pela Deloitte Insight estima que, nos próximos 20 anos, mais de 114 mil posições podem ter que ser repensadas, por conta da IA, apenas no setor jurídico. “O uso da IA está cada vez mais recorrente, diminuindo a necessidade de um grande número de advogados”, ressalta Ricardo Chazin, sócio e headhunter da Laurence Simons, multinacional britânica especializada em recrutamento de profissionais do setor.  

Segundo o executivo, todas as áreas do direito conseguem usar a tecnologia para trazer eficiência aos processos. A principal delas é a gestão de contencioso de massa, ou seja, ações idênticas ou parecidas de consumidores contra determinadas empresas. “No caso de companhias de telefonia, por exemplo, os clientes são lesados de forma parecida e entram na justiça com processos de cobrança indevida, danos morais e outras questões semelhantes”. Previamente programada, a Inteligência Artificial consegue entender o que é solicitado pelo reclamante, protocolar e fazer uma petição de defesa sem um advogado.

A tecnologia também pode ser aplicada no setor trabalhista de grandes empresas. Reunindo as demandas de funcionários que entram com ações parecidas, a IA protocola uma defesa pronta e automática. Assim, a empresa agiliza o andamento dos processos e resolve as questões em aberto mais rapidamente. “A tecnologia também ajuda a protocolar atas e outros processos que acontecem com frequência na companhia”, explica  Chazin.

Neste contexto entram em cena as LawTechs, empresas que desenvolvem soluções para facilitar a rotina dos advogados, conectar cidadãos ao direito e mudar a forma de atuação do poder Judiciário. “Essas companhias perceberam que, apesar do contencioso de massa ser o carro chefe, outras áreas também podem se transformar com a tecnologia”, ressalta Chazin. Assim, criam softwares que auxiliam em assembleias gerais, na viabilização de acordos rápidos entre advogados e empresas e outras ações.

Apesar de a tecnologia substituir algumas funções, os profissionais continuarão tendo espaço no mercado, segundo Ricardo. “A função do advogado está ficando mais restrita à quem tem qualidade técnica. Os bons profissionais ainda serão peças-chave para ajudar a esclarecer casos mais complexos e amplos. A tecnologia complementa e agiliza o serviço dos escritórios”.

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