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IoT

IoT no setor de energia: investimentos devem chegar a U$S 73 bilhões este ano

Tecnologia permite monitoramento em tempo real, com a identificação rápida de falhas elétricas; segurança da informação deve permear todo o processo

O uso de Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT) ganha cada vez mais força. Segundo pesquisa da IDC, o valor total das despesas mundiais com IoT chegará a U$S 772 bilhões até o final de 2018. Utilities, que agrupa empresas de eletricidade, água e gás, será uma das indústrias que mais gastará com soluções deste tipo, somando um montante de U$S 73 bilhões no período. A estimativa acompanha a expansão das coisas conectadas disponíveis: carros, casas, fábricas e cidades, que precisam de conectividade e energia para garantir usabilidade e funcionalidade 24 horas por dia, sete dias por semana.

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“Devemos pensar em IoT como uma técnica de elaborar projetos, na qual há sensores que coletam dados e os transmitem para serem processados e gerarem informações para a tomada de decisões”, explica Paulo Victor Peixoto Noronha, gestor de oferta TI corporativo da Oi. No setor de energia, segundo ele, são instalados sensores no ambiente que coletam dados como corrente e voltagem, seja da energia que vem da distribuidora, seja da que sai do quadro elétrico para os equipamentos que devem ser monitorados.

Com isso, é possível saber em tempo real como está a infraestrutura nos pontos de presença (lojas, agências, ruas e equipamentos operacionais), possibilitando a identificação de padrões como os ambientes que mais sofrem com falhas elétricas e como são essas falhas. Dessa forma, fica mais fácil e rápido solucionar os problemas e, até, mitigar os efeitos, com a instalação de  geradores ou baterias nos locais mais críticos, por exemplo.

Mas, para que o projeto seja bem-sucedido é preciso pensar na segurança da informação desde o início. “As soluções de IoT são compostas de diferentes pilares: hardware, conectividade, cloud e aplicação – e todos devem ser pensados com uma camada de proteção”, diz Noronha. Ele explica que para o hardware, é preciso utilizar equipamentos que tenham certificação, pois as agências ainda não concluíram seus processos de homologação; e para a conectividade, é necessário buscar redes que tenham padrões de proteção comprovados, como Wi-Fi e Bluetooth. Já para as soluções de nuvem, deve-se olhar desde o software de segurança até o controle de acesso aos prédios onde estão os servidores; e para a aplicação, o recomendado é trabalhar com a equipe de segurança da informação da companhia com o objetivo de verificar vulnerabilidades, malwares e backdoors.

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