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IoT

IoT: os pilares de um projeto bem-sucedido

Utilizar analytics e integrar a plataforma com dispositivos de nuvem e CRM são alguns dos passos; até 2020 serão 20 bilhões de objetos conectados

A internet das coisas (IoT, ou Internet of Things) tem crescido significativamente e em pouco tempo, quase tudo à nossa volta estará interligado. Hoje, segundo perspectivas do Gartner, há cerca de 8,4 bilhões de objetos conectados no mundo, como smart TVs, automóveis e sistemas inteligentes de iluminação, número que deve chegar a 20 bilhões em 2020. Ao conectar objetos em uma mesma rede, é possível coletar, acessar, integrar e analisar dados, assegurando decisões mais seguras e precisas.  

Mas, para implementar um projeto de IoT, alguns cuidados são necessários. O primeiro passo é analisar a plataforma ideal para os dados disponíveis na companhia. Segundo Rita Rodrigues, professora e coordenadora do curso de tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), a plataforma deve oferecer serviços de banco de dados que sejam capazes de armazenar o material ao longo do tempo, permitindo a realização de auditoria e estudo de tendências. É essencial, também, realizar o gerenciamento de dispositivos móveis (mobile device management, ou MDM), pois falhas acontecem é e preciso contar com alguém para gerir e manter o funcionamentos das aplicações.

O segundo passo é fazer uma análise com precisão das informações coletadas. “É importante que elas gerem análises e insights para tomada de decisão e ação”, explica Rita, ressaltando que muitas empresas deixam boa parte dos dados sem análise. Segundo ela, os projetos de IoT devem utilizar analytics e é fundamental que o material seja armazenado em bancos com grande capacidade, segurança e rapidez no processamento. “Para isso, a empresa deve integrar as plataformas de IoT, nuvem e aplicativos móveis, assim como as aplicações de CRM”, diz.

Papel do CIO

Neste cenário, o líder de TI tem um importante papel: assumir a liderança do projeto e recrutar funcionários especializados – como desenvolvedores de software e profissionais de segurança da informação – e com papéis bem definidos.  Além disso, cabe ao CIO criar uma estratégia que tenha como prioridade a garantia da segurança de todos os dispositivos, sensores, redes e aplicativos; acompanhar as mudanças da tecnologia – que acontecem rapidamente -; e adaptar, sempre que preciso, o plano estabelecido. “O CIO deve substituir o “I” de information pelo “I” de innovation, tendo como principal missão buscar a criação de valor da aplicação da tecnologia no negócio, tanto para melhorar a eficiência, quanto para trazer novas fontes de receita”.

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Imagem: depositphotos

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