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Transformação digital exige mudança de mindset

Envolver todas as áreas da empresa e criar ambientes inovadores são alguns dos passos para isso; alterar a maneira de conduzir o negócio é crucial para se adaptar à digitalização

A transformação digital vem trazendo grandes mudanças para as empresas. Porém, além de se adequar às novas tecnologias e entender a melhor forma de usá-las, as companhias precisam modificar o mindset e a cultura organizacional. “Hoje, com a digitalização, a TI passa a ser parte da estratégia do negócio, e não apenas uma provedora de infraestrutura. Nesse contexto, é preciso mudar o modelo mental de toda a companhia”, explica Cláudio Carvajal, coordenador do curso de administração da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). Segundo ele, há uma quebra de paradigma, em que todas as áreas devem trabalhar em conjunto para a adoção e criação de soluções inovadoras.

O primeiro passo para mudar a mentalidade do analógico para o digital, é entender o papel da transformação digital na organização e alterar a maneira de conduzir o negócio. “Cabe ao CIO desenvolver uma estratégia voltada à inovação, envolvendo todos na adoção de tecnologias como IoT e inteligência artificial e em uma nova forma de pensar, mais criativa e colaborativa”, ressalta Carvajal.

Após entender esse cenário, é importante buscar auxílio do RH, que deve ser um facilitador do processo de desenvolvimento do mindset. “Já no recrutamento, a área deve selecionar profissionais que tenham as habilidades compatíveis com essa nova forma de pensar, como criatividade, inovação, flexibilidade e colaboração”, diz Carvajal. Isso é importante para que os líderes de todas as áreas possam desenvolver equipes aptas a lidar com as novas ferramentas e interagir entre si.

Base sólida

Já para os colaboradores antigos, há o desafio de apresentar o cenário, muito mais integrado. “A inovação é colaborativa, não se faz com apenas uma área. O setor financeiro precisa estar presente, assim como o marketing, o administrativo, o comercial e todo o restante da empresa”, ressalta. De acordo com Carvajal, questões como horário de entrada e saída, local de trabalho fixo e outros aspectos burocráticos passam a ser menos importantes, dando lugar à quebra de rotina e a ambientes mais abertos, com possibilidade de home office e desempenho medido por produtividade e não por horas. “Muitas companhias estão buscando ambientes de coworking ou promovendo atividades como dinâmicas e palestras sobre disrupção, que incentivam a troca de ideias”, afirma.

Assim, inovar a infraestrutura e transformar os ambientes são peças-chave para a mudança mental. “Levar os colaboradores para um lugar diferente, promover treinamentos que incentivem a criatividade, criar salas mais lúdicas – com experiências tecnológicas e ferramentas de videoconferência, por exemplo – e modificar o ambiente organizacional faz toda a diferença”. Além disso, é importante incentivar a integração e o relacionamento entre as áreas.

Durante o processo, desafios como resistência dos colaboradores ou a falta de recursos podem surgir. “Não é uma tarefa fácil; mudar a cultura de uma empresa é um processo que demanda tempo”, explica Carvajal. A melhor forma de lidar com isso, segundo ele, é iniciar aos poucos, com a criação de pequenos espaços de inovação e o desenvolvimento  de projetos que cresçam de acordo com a maturidade do negócio. “Com o tempo, surgem insights e possibilidades de investir em tecnologias mais disruptivas”, diz Carvajal. “As empresas que não se adaptarem ficarão obsoletas – trata-se de um processo inevitável para se manter no mercado”, completa.

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Imagem: depositphotos

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